Quarta, 30 Setembro 2020 19:36

Especialista orienta produtores no manejo de doenças da soja

Com a antecipação, em caráter excepcional, do início do plantio da soja na Bahia a partir do dia 1º de outubro, a atenção também se volta ao manejo de doenças da cultura. Uma live técnica promovida pela Cooperativa dos Produtores Rurais da Bahia (Cooperfarms) com apoio da companhia Adama, na quarta-feira (23), orientou os produtores quanto ao comportamento e a eficiência de diferentes moléculas no controle dos principais patógenos que afetam a cultura no Oeste baiano.

O webinar que teve o consultor e pesquisador na Fitolab Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola, Eder Moreira na linha de frente do debate, reuniu mais de 40 internautas, entre cooperados, consultores e técnicos. Para Moreira, a garantia da eficiência dos fungicidas começa antes mesmo da semeadura. “O produtor precisa ficar atento desde a fase inicial até ao resto cultural, pois o fungo sobrevive e por isso, é tão difícil o controle”, ponderou Moreira. As principais observações foram com foco em manchas como septoriose, mancha-alvo, antracnose e cercospora.

Para ele, cinco pontos merecem a atenção do produtor na hora do manejo das doenças. O primeiro, diz respeito a resistência dos fungos aos fungicidas, especialmente aos mecanismos de ação a base de carboxamidas e das estrobilurinas. O segundo e o terceiro pontos estão ligados ao sistema em que a cultura está inserida (com ou sem palhada) e a inserção de diferentes manejos de fungicidas por variedade, respectivamente. E após observar os pontos acima, o produtor precisa ponderar ainda o momento certo da aplicação e o alvo de controle, além do uso de protetores.

“O produtor pode ter o melhor produto, mas se ele errar o time de aplicação, ele perde o controle da doença”, enfatizou Moreira.

Ou seja, a adesão de um manejo inteligente de controle e prevenção das doenças é um dos instrumentos aliados da alta produtividade da lavoura. Em resumo, Moreira defendeu pilares básicos como: a antecipação do manejo de doenças; a rotação do sistema protetor com pelo menos 3 a 4 empresas dentro do programa de fungicidas sistêmicos; conhecimento da variedade que se pretende trabalhar dentro do sistema binário utilizado; respeito ao intervalo de 15 dias entre as aplicações; a busca de misturas inteligentes e capricho na tecnologia de aplicação.