Quarta, 20 Novembro 2019 13:52

Diretores da Cooperfarms participam de almoço com o chairman da Sinochem e Chem China, em São Paulo

Diretores da Cooperfarms participam de almoço com o chairman da Sinochem e Chem China, em São Paulo Divulgação Arquivo Pessoal

Na última segunda-feira (18), o diretor presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais da Bahia (Cooperfarms), Marcelo Kappes acompanhado do vice-diretor presidente, Celestino Zanella e do diretor consultivo, Odacil Ranzi, participou em São Paulo (SP), de um almoço com o chairman da Sinochem e Chem China, Ning Gaoning — conhecido como Frank Ning no ocidente. A agenda articulada pela Companhia das Cooperativas Agrícolas do Brasil (CCAB Agro), a qual a Cooperfarms é uma das 21 acionistas, teve como foco a aproximação com o mercado chinês, principal fonte de matéria-prima para a produção de defensivos agrícolas genéricos no país.

“A CCAB nada mais é do que uma organização de agricultores voltada a atender aos agricultores, e a relação com os chineses é umbilical para atingir esse objetivo”, disse o CEO da companhia, Jones Yasuda. “Nós dependemos dos insumos agrícolas vindos da China para produzir mais, e entregamos para eles nossos alimentos”, afirmou.

Yasuda lembrou ainda que corre no mercado o rumor de que a Sinochem e a Chem China podem se fundir, o que geraria uma empresa com faturamento anual de mais de US$ 100 bilhões. No Brasil, a Chem China controla as operações de subsidiárias da Syngenta e da Adama.

O chairman da Sinochem e Chem China afirmou ter clareza de que o Brasil produz alimentos de boa qualidade e que geram pouco impacto ambiental — o que, ressaltou, não é de conhecimento de toda a comunidade internacional. “O que eu posso fazer é convencer mais empresas chinesas a comprarem produtos brasileiros”, brincou.

Ainda em São Paulo, os diretores da Cooperfarms participaram de uma reunião do Conselho da Administração da CCAB, ocasião em que foi apresentado o resultado da CCAB Projetos e suas prospecções de negócios para safra 2019/2020, além de uma análise dos próximos passos que companhia deverá seguir.

Para Kappes, a agenda em São Paulo, revelou que, desde que a francesa InVivo passou a controlar parte das ações da companhia brasileira, a “CCAB ganhou força e notoriedade no mercado de defensivos agrícolas genéricos e biológicos, além de investir em novas plataformas visando o crescimento do produtor brasileiro no mercado mundial de alimentos”, pontuou o presidente da Cooperfarms.

*Com informações Valor Econômico